<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055</id><updated>2011-04-21T13:18:06.262-07:00</updated><title type='text'>Das Margaridas</title><subtitle type='html'>Este é um "blog-folhetim".Comece da primeira postagem.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055.post-114859769545147630</id><published>2006-05-25T15:54:00.000-07:00</published><updated>2006-05-25T15:54:55.466-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outro Alguém&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cerca de duas semanas depois que deixou de o ver, Elisa foi para a casa de praia de Marina, no Litoral Norte. Morgana estava com elas. A lembrança de Marcos ainda era recorrente, mas, enfim, para um quebrar de olhos lamuriosos, vários sorrisos esboçavam de sua alma. Embora algumas vezes fosse até bem introspectiva, num mundo à parte e todo seu, a distância, essa da contagem dos espaços, tinha uma grande influência sobre as proximidades das coisas do seu espírito.&lt;br /&gt;Assim, que a ausência dos mesmos lugares que lhe traziam a convivência e o padecimento de amar lhe trouxe também o esquecimento.&lt;br /&gt;A manhã não tinha mais gosto de algo muito pesado e tedioso como antes, e até as brincadeiras, daquelas todas quanto as de sempre, agora voltavam a ter a graça vã, inútil e gostosa como sempre.&lt;br /&gt;Só tinha ainda medo de voltar à cidade, de rever cada uma das pessoas de sempre, afinal, uma ia puxando a outra na memória, e as energias de ali eram estranhas.&lt;br /&gt;Às vezes tinha segundos de devaneios, confundia alguns homens com Marcos. Tinha raiva de si e uma grande vontade de que tudo fosse diferente. Era quando parava as conversas ruidosas, deitada na canga que a três dividiam. As meninas já conheciam o seu olhar e a solução era que chovesse. Pelo menos, assim foi no último dia em que estiveram na casa de praia. Veio a chuva e as três correram para casa, tomaram banho, vestiram camisetas de algodão e meias, fizeram brigadeiro e pipoca e a tarde passou como a mais tranqüila de todos aqueles seus dias.&lt;br /&gt;Elisa não enjoava, não se sentia indisposta e nem desconfiou muito da primeira semana de atraso da menstruação. Sentia os seios doloridos e Marina e Morgana lhe davam a certeza de que aquilo era sintoma de TPM.  No 13º dia de espera, ligou para Morgana, era período da tarde:&lt;br /&gt;_Vou sair agora e comprar um exame na Farmácia.&lt;br /&gt;Para sua surpresa, o tal exame só podia ser feito pela manhã. A noite foi longa. Numa terça-feira antes das 7 da manhã, estava chovendo e Marina atende ao telefone.&lt;br /&gt;Deu positivo.&lt;br /&gt;Como sempre acreditamos no que bem nos entende nossos desejos, Elisa ainda não poderia afirmar que estava grávida. O 1% de margem de erro do tal teste tinha uma relevância muito muito grande mesmo.&lt;br /&gt;Morgana foi da mesma opinião.Ela estava acordada desde as 6, a espera da ligação de Elisa. Mas tudo era muito precipitado até o exame definitivo, de laboratório.&lt;br /&gt;Morgana não podia faltar ao trabalho, então Marina marcou de encontrar com Elisa na entrada da rua do laboratório, quase no centro da cidade.&lt;br /&gt;Coisas da vida e de quando se reconhecem valores tão banalizados quanto esses amores de amigos. Marina virou a esquina, de casaquinho preto e sombrinha na mão e olhou Elisa com o olhar mais terno e cheio de amor de toda a sua vida.&lt;br /&gt;Passaram o dia todo olhando vitrines de lojas, esperando o resultado final que sairia ao fim dia. Não coincidentemente, nunca viram tantas lojas de roupas de bebês e, meu Deus, como elas nunca tinham prestado atenção na quantidade de mulheres grávidas que andam pelas ruas!&lt;br /&gt;Antes de voltar ao laboratório, passaram na casa de Elisa para um banho e se prepararam para a notícia que mais parecia uma sentença.&lt;br /&gt;Até a personagem da novela da tarde estava grávida, e Elisa acompanharia o folhetim daquele dia até o desfecho final.&lt;br /&gt;Elisa ficou estática, muda sem conceber a própria idéia de conceber. Marina chorou da hora em que pegaram o papel com o resultado até a noite, quando Morgana chegou do trabalho e as três dormiram abraçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24411055-114859769545147630?l=dasdansas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/114859769545147630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24411055&amp;postID=114859769545147630' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114859769545147630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114859769545147630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/2006/05/outro-algum-cerca-de-duas-semanas.html' title=''/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055.post-114484667400404344</id><published>2006-04-12T05:56:00.000-07:00</published><updated>2006-04-12T05:59:35.096-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrevia na &lt;a href="&lt;a" href="http://www.folhaonline.com.br"&gt;http://www.folhaonline.com.br&lt;/a&gt;&gt;texto&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24411055-114484667400404344?l=dasdansas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/114484667400404344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24411055&amp;postID=114484667400404344' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114484667400404344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114484667400404344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/2006/04/escrevia-na-hrefhttpwww.html' title=''/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055.post-114481006907886008</id><published>2006-04-11T19:46:00.000-07:00</published><updated>2006-04-11T19:48:33.660-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A felicidade é um aporta aberta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De todas as noites, a mais bonita. E todas assim foram depois daquela, durante muito tempo. O tempo parava e Marcos ali. Com ele, Morgana, Marina, Sérgio, os meninos do vôlei, os do trabalho, no emprego público, e aqueles que se conheciam de olhar, de projetos de grandes festas.&lt;br /&gt;Se a felicidade for uma cobra...Como ela podia estar tão ali, tão simples, tão alienada de todo o resto das coisas? Marcos fazia faculdade de biologia. Estagiava e contava as horas para as 6 da tarde. Às 20, quase todos os dias - fora os descansos necessários – tinha alguma coisa para fazer – jogar conversas, beijos, danças e bebidas fora. Os fins de semana eram da praia, das pequeníssimas viagens pelo litoral norte.&lt;br /&gt;Elisa dormia, muitas vezes nos braços dele, ouvindo a trilha dos clips de seus dias, um pouco rock, um pouco pop, ijexá, um pouco salsa, muito samba, todos os reggaes. Alegres, românticos, livres. Morgana passava na sua casa para a noite, e por alguma hora ele chegaria. Enquanto isso, apanhava também Marina e ria, fingindo esquecer do seu amor.&lt;br /&gt;Ia dançar até que sua alucinação passasse. Durante uma parada ou outra, olhava o bar, sentia alguma ponta de angústia que nunca lembrava de que era. Fechava os olhos por dois segundos, respirava, seguia em frente. Ia levando a faculdade de letras, meio de lado, meio quase parando, mas sabe esses filmes americanos de ginásio de garotas populares? Pois é, o contexto é bem diferente, mas Elisa, com sua beleza média e alto charme, poderia muito bem ser uma delas em qualquer canto em que estivesse.&lt;br /&gt;Quando o assunto era letras mesmo, gostava de poesia. Ou Florbela Espanca era a catarse de seus dias extravagantes de sorrisos, ou o seu real era a própria catarse de si mesma. Alguma catarse tinha de haver. Tinha a pele branca, os olhos escuros e os cabelos pretos, pintados, ondulados. Ia ver sua mãe uma vez por mês, às vezes menos. Por aqueles tempos, não suportava um nada que lhe incomodasse.&lt;br /&gt;Um dia Marcos, em sua perfeição, não chegou. Ela sabia todos os motivos que o poderiam fazer ter essa atitude. Ficou um pouco preocupada, quando o celular não atendeu, afinal de contas, Salvadora era uma cidade violenta. No final da madrugada, em sua casa, as meninas montaram guarda. Elisa ficou mais tranqüila quando Marina, que pegava matérias com ele na faculdade, o viu em perfeito estado físico e emocional.&lt;br /&gt;Que bom, agora era só eles se rirem dos imprevistos da noite passada. Prolongar isso seria vazio e mais clichê dos que os que eu ainda vou cometer, então, o fato é que Marcos não chegou, não ligou, não atendeu ligação alguma. E Elisa era uma mulher jovem livre, feliz, cheia de amigos, cheia de charme, com um emprego que chamavam de estável, e que ela nem ligava o quanto era chato. Estava matriculada, ao menos, numa faculdade.&lt;br /&gt;E seguiu seguindo a mesma vida que não era mais a mesma. Desgraçada síndrome feminina, odiava os contos de fadas. Ignorou Marcos com olhares convincentes de desprezo e orgulho. Os lugares, os amigos eram os mesmos para os dois, e o clima era péssimo e sem explicação.&lt;br /&gt;Ia embora sempre depois dele, dançava muito mais, flertava a perder de vista e bebia quase o dobro de antes. Mas parou de beber quando soube da gravidez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24411055-114481006907886008?l=dasdansas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/114481006907886008/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24411055&amp;postID=114481006907886008' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114481006907886008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114481006907886008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/2006/04/felicidade-um-aporta-aberta-de-todas.html' title=''/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055.post-114416875338146175</id><published>2006-04-04T09:38:00.000-07:00</published><updated>2006-04-04T09:39:13.406-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Maria Aparecida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Barra, havia um bar cujo nome e as pessoas que freqüentavam tinham pretensões mais ou menos cosmopolitas. Mas eram sempre as mesmas pessoas, as mesmas bandas, as mesmas histórias, as fofocas, as intrigas, as amizades bêbadas. Lá todos se abraçavam, se evitavam e trocavam olhares de farpa. Os beijos eram ao som de rock, forró, um certo samba irreverente e reggae.&lt;br /&gt;A “maioria de todo mundo” fazia alguma faculdade ou era músico incompreendido. Todos freqüentavam o Porto da Barra, os shows da Nação Zumbi e Nando Reis na Concha Acústica do TCA e as festas nas faculdades de Biologia e Comunicação da Ufba. Elisa tinha um sentimento não definido de que todos viviam um pouco no passado, um pouco num novo insosso, sem muita convicção, sem ideologia que não se traísse diante de uma tortura mínima qualquer, ou nem isso.&lt;br /&gt;Marcos tinha olhos muito escuros, que ficavam pequenos quando ele sorria. De costas, chamava atenção pela presença – conceito que Elisa jamais vai conseguir explicar. Quando se virava, assim, meio de perfil, fazia o sorriso competir com os próprios braços, lindos.&lt;br /&gt;Uma juventude sem muita artificialidade, com poucos preconceitos. Mais um dos meninos de playground, sem aquela pretensão ridícula. Ele era simples, leve, livre, humanista. Reverenciava o sol da sua janela, o mar, logo ali. Jogava capoeira, tocava guitarra, amava a mãe.&lt;br /&gt;Quando Elisa dançava, fechava os olhos, contorcia o corpo. Dava voltas com o quadril, gingava com os ombros. Gostava de seduzir, lhe agradava saber         que a olhavam, mas tinha medo de fitar as pessoas. Parecia inacessível. Quando os homens enfim, resolviam arriscar, sabia exatamente o que dizer, porém. Passava o olhar aberto, charmoso e indiferente como se não fosse direcionado a ninguém em especial.&lt;br /&gt;Num desses, veio-lhe uma grande emoção diferente, a plena sensação de como a vida pode ser boa, e todo o resto não importava. Viu. Ele ri para o palco, um pouco mais à frente, ao lado de Elisa, Morgana e Marina. Era, eventualmente, naquela noite, mais um dos admiradores da dança “elisiana” de ser. Marcos insinuou um movimento, Elisa, fugiu. Abaixou os olhos, balançando-se nervosa ao som da introdução de uma música que ainda não sabia qual era: “Maria Aparecida porque apareceu na vida...”. Deu um grito, desses swingados. Adorava a música, esqueceu dele, por um momento; lembrou. Sentiu vergonha da própria espontaneidade. Não sabia que ele tinha achado aquilo lindo: “... é santa, uma santa, e me beijou na boca”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24411055-114416875338146175?l=dasdansas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/114416875338146175/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24411055&amp;postID=114416875338146175' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114416875338146175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114416875338146175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/2006/04/maria-aparecida-na-barra-havia-um-bar.html' title=''/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055.post-114373958714249514</id><published>2006-03-30T09:25:00.000-08:00</published><updated>2006-03-30T09:26:27.156-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois do almoço, uma sombra na sala com gosto de chuva, quando fecha a cortina, pela metade: o vento tem que entrar. Gosto de casa fresca. Aqui se vive muito bem para quem tem poucas ambições. A sessão da tarde bastava, e ao seu filho, ainda por nascer.&lt;br /&gt;Elisa grávida de apenas dois meses e se sentia muito importante por isso. Nada mais da ordem natural e espontânea das coisas da humanidade, nada que confira grandes méritos a alguém, mas então porque ela se sentia assim? Pensava em um livro na banca de revista com o título “A Filha de Elisa”. Tudo que ela não pôde ser, seus genes, suas potencialidades, num ser novo em folha. Era uma ótima chance. Um amor, um sacrifício, e um certo domínio irreversível. Seria mãe para o resto da vida que ela tinha dado a alguém.&lt;br /&gt;Nem se lembrava das dores que vinha sentido de ter fugido do mundo há apenas... Uma semana? Acho que sim... Sua mãe não a perdoaria por não dizer quem era o pai da criança, por toda aquela circunstância não sonhada e que mataria seu pai, se ele ainda estivesse vivo. Ficaram as duas, depois de sempre, separadas. Embora uma soubesse onde encontrar a outra. E Elisa ali, perdida, com muitos amigos, um empreguinho público de nível médio, como sempre foi muito da sua vida.&lt;br /&gt;Engravidar seria diferente. O lado romântico que lhe era tão próprio como à maioria das mulheres, tinha-lhe despedaçado o coração que antes de ser abandonado, abandonou. Trazia o orgulho de ser uma mulher que optou por ser mãe sozinha. Mas ela sabia e esquecia, cada vez melhor, que não era verdade. E sonhava naquela tarde, que esperava seu marido, o viril pai de seus filhos chegar e beijar-lhe o ventre.&lt;br /&gt;Bastava. Era do café e da novela. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24411055-114373958714249514?l=dasdansas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/114373958714249514/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24411055&amp;postID=114373958714249514' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114373958714249514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114373958714249514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/2006/03/depois-do-almoo-uma-sombra-na-sala-com.html' title=''/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055.post-114359538533492067</id><published>2006-03-28T16:52:00.000-08:00</published><updated>2006-03-28T17:23:05.723-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Achava melhor seguir fingindo que nem ligava para nada daquilo porque domingo, achava,  já era Páscoa e tinha ovos de chocolate na geladeira.  Nem pobre, nem rica. Aquela educação média para as médias de lá... Não, acima da média para as médias de lá, que a professora ensinava direito e a escola era bem baratinha, é verdade, mas era particular, sua mãe sempre repetia nas reuniões, com um grosso "eu pago".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cheiro da sombra, da brisa e dos ovos de Páscoa lá bem dentro da geladeira eram indescritíveis para Elisa. Ela iria guardar para o resto da sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava na hora de alguém chegar nesta história, então chega Marcos, um menino da rua Matriz. Fica ali no portão, de onde não pode passar. Mas fica se rindo, falando até do sentimento de não saber quem criou Deus. Ele aos 10, ela aos 8. Ela vai pensar que esqueceu, mas um dia vai lembrar que foi ele que lhe disse o que era sexo. Só disse mesmo, porque ela não sabia o que era, e achou até que eram mentira dele. Ele ficava o tempo todo rindo com um brilho no olhar, e deixava os meninos batendo baba sem ele: e ele em pé no portão de Elisa. As pernas doendo, estica de um lado, abaixa, senta e dói a coluna, e levanta e dobra. Ela, indiferente. Só se importaria se o desconforto o fizesse sair dali. Mas ele não saia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanto que quando dava 5 da tarde, ela ficava inquieta, aflita, com medo.Tinha vergonha de falar, mas sua mãe não podia vê-la conversando com Marcos, assim, sozinha. Tinha noites, em que Elisa não dormia com medo de dona Zinha contar para a D. Vera, sua mãe,  o que ela fazia de tarde. Sentia uns frios de sentimento de fim do mundo. Engraçado, que mesmo depois da morte de Dona Zinha, de não ter mais portão, nem Marcos encostado nele, ela vai continuar sentindo os mesmos frios. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24411055-114359538533492067?l=dasdansas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/114359538533492067/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24411055&amp;postID=114359538533492067' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114359538533492067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114359538533492067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/2006/03/achava-melhor-seguir-fingindo-que-nem.html' title=''/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24411055.post-114356394402414506</id><published>2006-03-28T08:36:00.000-08:00</published><updated>2006-03-28T17:37:44.376-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece que todas as histórias já foram contadas. Isso me desmotiva, mas ao mesmo tempo, nunca fui original. Por enquanto, não quero nem fazer idéia de a quem estou plagiando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era a terceira vez, naquele mesmo dia, que Elisa subia a ladeira, o que era uma grande coisa, sendo a ladeira da Cadeia tão tão grande, que até ligava aquela parte da cidade com a Lagoa Encantada, uma "roça" perto dali.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo a cidade tão pequena, não tinha transporte público. Mas as ladeiras eram grandes, e por isso Elisa achava que devia ter um ônibus da prefeitura, e que fosse mais "menos acabado", caindo aos pedaços do que as linhas rurais, que levavam o povo de Belém, da Formiga, do Iguape e do Tabuleiro da Vitória para a cidade na quarta-feira e no sábado, que eram os dias de feira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era de tarde, a hora mais agradável dos dias. A casa antiga, caindo aos pedaços, embora de portas e janelas grossas, como que coloniais, verde-descascado, depois do almoço tinha varandas para tomar fresca. Os meninos desciam para jogar bola, mas ela não podia se misturar com os moleques negros e sem camisa. A mãe não deixava mais que "tratar bem" os vizinhos. Moleques eram os gerinos dos vagabundos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24411055-114356394402414506?l=dasdansas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasdansas.blogspot.com/feeds/114356394402414506/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24411055&amp;postID=114356394402414506' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114356394402414506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24411055/posts/default/114356394402414506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasdansas.blogspot.com/2006/03/parece-que-todas-as-histrias-j-foram.html' title=''/><author><name>Dayse Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03962474526864205258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/292/10232/320/2924973%5B2%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
